sábado, 11 de junho de 2011

Grande Prêmio do Canadá.

Este final de semana acontece uma das corridas mais interessantes da temporada, o Grande Prêmio do Canadá. Um circuito de rua com características de autódromo, ou seria um autódromo com características de pista de rua? Tem elementos de autódromo como as curvas de alta velocidade, longas retas, freiadas bruscas, uma pista bem seletiva, mas também tem características de pista de rua, como as poucas áreas de escape e o muro próximo.

Pista seletiva, com pontos de ultrapassagem e todo mundo querendo parar Vettel e a Red Bull. Alguém duvida que será uma corrida super emocionante?

Vou apostar novamente em Vettel, seguido de Alonso e Hamilton. Button e Webber seguem em 4º e 5º, já Massa em 6º seguido por Perez, Petrov, Barrichello e Sutil.

A corrida sempre revela grandes emoções. Foi lá que Kubica se acidentou de forma impressionante em 2007 e que venceu de forma magnífica um ano depois. Foi lá que Mansell liderava a corrida com 50 segundos de vantagem para Piquet e já no início da última volta começou a comemorar, mas na empolgação esbarrou em um botão que desligou o carro, e deu a última vitória da carreira de Piquet.

É também nesta pista onde está o "Muro dos Campeões", onde muitos pilotos experientes já bateram.

É uma corrida para assistir com um bom pacote de pipoca e refrigerante ao lado, e torcer bastante.

GP de Mônaco e Indy 500.

No último fim de semana de maio, tivemos as das das mais tradicionais provas do automobilismo mundial, o Grande Prêmio de Mônaco e as 500 Milhas de Indianápolis.

Começando por Mônaco, a corrida que começou semanas antes da data, quando a Fia decidiu onde iria usar a asa móvel (na reta dos boxes), e mesmoa assim muito polêmica. Alguns pilotos queriam usar em todo o circuito (no caso dos treinos), outros queriam que não usasse, e por final, decidiram que poderia-se usar o dispositivo em todo o circuito, com exceção no túnel.

Infelizmente no treino oficial tivemos dois acidentes, um do Liuzzi, sem maiores consequências, e outra de Sergio Perez, na saída do túnel. Ele perdeu o controle do carro na freiada, e bateu na barreira de pneus que fica junto à chicane, ficou inconsciente e foi levado ao hospital, felizmente sem nada grave. Mas uma coisa que preocupa na proteção da chicane é que Nico Rosberg no treino pela manhã quase bateu no mesmo local (se tivesse batido, seria com muita violência, diga-se de passagem). E também foi no mesmo local onde Karl Wendlinger bateu em 1994, ficou em coma e nunca mais pôde voltar à Fórmula 1. O acidente de Wendlinger, por sinal foi na semana seguinte aos acidentes com Barrichello, Roland Ratzemberger e Ayrton Senna naquele fatídico Grande Prêmio de San Marino.

Eu acho que a Fia já deveria ter tido atitudes quanto à segurança ou mesmo retirar a pista de Mônaco do Calendário, afinal é uma das corridas mais chatas do calendário, que só salva pela beleza do circuito, tivemos uma corrida até que interessante com o Alonso sendo bem agressivo na largada, e algumas ultrapassagens. Uma ultrapassagem interessante a ser citada, é a de Schumacher em cima de Button na Loews. Mas como a McLaren rendia muito mais que a Mercedes, o alemão foi muito pressionado pelo Inglês, que mesmo tendo um carro melhor, e podendo usar Kers e asa móvel, não conseguia ultrapassar. Pior que a corrida da Espanha, só mesmo Mônaco.

Vimos também outra irresponsável manobra de Lewis Hamilton em cima de Felipe Massa. Também na Loews. O cara está passando da hora de receber uma punição mais severa. Quando ele estreou na F1, eu até torci por ele, mas alguns jogos sujos e algum favorecimento na cara dura me decepcionaram com o inglês. Na batida com Massa, um pedaço da asa dianteira do braseleiro quebrou e ele perdeu a pressão aerodinâmica no túnel.

Mas a melhor parte da corrida, ficou para o final (ou melhor, quase ficou). Como eu tinha previsto, a Ferrari estaria em melhores condições em Mônaco, e no final tivemos Vettel com pneus na lona liderando a corrida (ele só tinha parado na volta 15), seguido por Alonso da Ferrari com pneus melhores pressionando-o fortemente e em terceiro Jenson Button da McLaren que tinha os pneus mais novos, chegou a andar 2 segundos mais rápido que Vettel e Alonso. Isso prometia uma disputa muito emocionante para o final. Fiquei super empolgado, estava disposto até a parar de falar mal da corrida de Mônaco, afinal de contas, o final da prova ia lembrar o final da corrida de 92, quando Mansell com um carro melhor pressionava fortemente Ayrton Senna (bons tempos...)

Mas um acidente envolvendo vários carros na saída dos "Esses" da Piscona e causando a retirada de Petrov e Algersuari da corrida, causou uma bandeira vermelha. Danificou inclusive as asas traseira e dianteira do carro de Hamilton. Até aí tudo bem. Limpava-se a pista e tudo voltava à normalidade, até com uma desvantagem maior para Vettel, pois seus pneus mais gastos iriam demorar mais para aquecer. Mais uma pimenta no tempero da emoção.

Mas eu vi tudo cair por terra quando vi a McLaren carregando um bico novo para o carro de Hamilton. Começou-se uma discussão sobre se isso poderia ser feito. Mas disseram que poderia, afinal de contas, vários carros fizeram reparos e o pior, muitos trocaram os pneus, inclusive os três líderes. Não concordei com isso, afinal de contas, isso foi como fazer um pit-stop sem perder tempo. Achei um absurdo.

Quando a corrida reiniciou, já não havia mais emoção. Vettel, Alonso e Button, que prometiam um pega muito emocionante (e eu já tinha inclusive apostado em Vettel e Button como os prováveis vencedores), acabaram a corrida apenas seguindo um ao outro.

Mais uma vez a Fia acabou com a emoção da prova. Se ao invés da bandeira vermelha, tivessem colocado Safety Car até o final da prova, teria sido mais nobre. Quanto ao Hamilton, ele saiu de lá até dizendo ser vítima de racismo pelas punições que teve na temporada toda, mais especificamente depois das duas punições em Mônaco (uma por ter causado a batida de Massa e outra por bater em Pastor Maldonado. Essas foram suas palavras: "De seis corridas na temporada, fui punido cinco vezes. É uma piada, uma piada ridícula… Talvez seja porque eu sou negro."

E, sobre a disputa com Massa, ele acrescentou: “Eu estava muito mais rápido que o Massa. Fui por dentro e ele jogou o carro para cima de mim quando fez a curva… Mas é claro que eu fui o punido, como de costume. Ele já havia me prejudicado no treino classificatório e eu também fui penalizado. Agora, ele foi para cima de mim e também fui prejudicado”; logo em seguida ofendeu ao piloto rival: “É ridículo. Esses pilotos são incrivelmente ridículos. Eu fiz a curva por dentro e, como dá para ver no vídeo, ele girou o volante para impedir a minha ultrapassagem e encostou no meu carro”. Ele foi chamado pelos comissários para explicar a declaração. Com o talento que tem, não precisa se posar de vítima... Basta acelerar mais. E isso ele sabe fazer.

Quanto à Indy, tenho mantido a tradição de não assistir a uma das corridas mais esperadas do ano (não acompanho muito a Fórmula Indy pela falta de respeito da Band com os espectadores, mas as 500 Milhas não tem jeito. Aguardo ansiosamente todo ano para ver), mas sempre algo acontece. Este ano eu estava cuidando da minha mudança. Aconteceu em anos anteriores de eu ter que viajar, acabar a energia elétrica, teve inclusive um ano, acho que em 97 ou 98, não me lembro, que choveu na pista e a corrida ficou para o dia seguinte, depois para terça-feira. E advinhem só: tinha prova na escola.

Mas dessa vez eu comprei uma placa de captura de vídeo e gravei a corrida no meu PC. Pena que não existe mais Vídeo Cassete e os gravadores de DVD que entraram no mercado para substitui-los foram proibidos por causa de uma ação judicial que as emissoras entraram. Bom... Pelo menos paguei barato: 93 reais, ao invés de uns 300 que pagaria por um videocassete ou uns 500 por um gravador de DVD. Afinal de contas, mesmo que em VT, não perderia a edição que comemora os 100 anos da corrida.

Mas a corrida foi interessante, nada de muito espetáculo, mas pelo menos muito melhor que Mônaco.

Uma coisa que merece destaque foram os pit-stops de Paul Tracy. Não tenho o número de quantos foram nem estatísticas de quem fez mais pit-stops em corrida, mas acho que nestas Indy-500 o Paul Tracy chegou ao recorde.

Danica Patrick, assim como Hamilton, está indo para o lado negro da força, chegou a ser vaiada em Indianápolis.

Mas o melhor mesmo foi o final. O piloto que estava para vencer, Jr. Hilderbrand, na última curva, foi ultrapassar um retardatário, pegou o lado sujo da pista, perdeu aderência e bateu no muro, já na reta principal. O carro foi se arrastando, mas foi ultrapassado por Dan Wheldon (que Luciano do Valle até hoje teima em chamar de "Dom" Wheldon). Wheldon venceu a prova e Hilderbrand ainda conseguiu um segundo lugar. Fantástico.

Detalhe: Wheldon venceu mesmo sem ter liderado uma volta sequer. Pesquisei quando isso já tinha acontecido na Indy-500 e vi que isso só aconteceu em 1912. Ou seja, na edição de 100 anos da corrida, um tabu de 99 anos foi quebrado.

Como disse Villeneuve depois do GP da Hungria de 1997, onde Hill com uma Arrows liderou de ponta a ponta, mas no meio da última volta seu carro deu problema e Villeneuve ganhou. "A volta importante de liderar é a última". E pelo que vimos, é liderar pelo menos os últimos metros dela.

Para Hilderbrand, vale o grande ditado-trocadilho do automobilismo: "Para chegar em primeiro, primeiro é preciso chegar".

sábado, 28 de maio de 2011

Bruno Junqueira está fora da Indy-500.


A equipe de A. J. Foyt formalizou a saída de Bruno Junqueira das 500 Milhas de Indianápolis. Para a sua vaga, a equipe, em acordo com a equipe Andretti, cedeu a vaga para Ryan Hunter-Ray.

A explicação é a seguinte: Bruno Junqueira classificou seu carro para a 19ª posição, enquanto dois dos quatro pilotos da Andretti (Ryan Hunter-Ray e Mike Conway) não conseguiram classificação. Mas pelo menos um deles tinham que participar. Então foi negociado entre Michael Andretti e A. J. Foyt que Bruno Junqueira irá ceder a sua vaga para Hunter-Ray. Mediante a um acerto financeiro bem gordo, diga-se de passagem. Dizem ter sido 500 mil dólares.

Na Fórmula Indy isso é possivel apenas em Indianápolis, porque só nesta corrida a vaga do grid é do carro, e não do piloto. Por isso é comum este tipo de negociação. Aconteceu, inclusive com o próprio Bruno Junqueira em 2009.

Houve também no passado, piloto que venceu a prova, após largar em último, com uma vaga comprada.

Para mim, antes que chovam reclamações, é uma coisa normal, não se deve culpar Bruno, Foyt ou Andretti por isso ter acontecido, já que o próprio Bruno ganhou uma boa grana com isso também. O piloto não tem salário fixo, e iria dividir com a equipe parte do prêmio que conseguisse (se conseguisse) na corrida. Então foi um negócio lucrativo para todos.

O que me deixou na dúvida, é que se Bruno se classificou em 19º, por quê o Hunter-Ray irá largar em 33º, sendo que a vaga é do carro.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

GP de Mônaco - Opinião

Meu primeiro post no blog é meu palpite sempre incerto para o GP de Mônaco.

Tenho lido durante a semana análises sobre a última corrida e já adianto que para Mônaco não precisamos esperar nada de novo não, afinal de contas, é uma corrida que acontece na sequência do GP da Espanha, o que não dá tempo para as equipes trazerem inovações para seus carros.

Por outro lado, teremos compostos macios e extra macios, o que tem alimentado esperança de melhora da Ferrari. Mas não adianta pensar que Alonso irá brigar pela vitória. Eu imagino que ele irá ficar mais perto das McLaren. Brigará inclusive por posições, mas ainda com vantagem para a equipe inglesa. Para Dom Fernando das Astúrias arrisco um quarto lugar, quem sabe um pódio. Já Felipe Massa, confirmando a melhora com os pneus mais macios do F-150 ou sei  lá mais o que o nome do carro, vai ter uma chance de se aproximar do ritmo de Alonso e das McLaren. Se isso não acontecer, a sua situação dentro da equipe se complica. É fato que Massa mudou totalmente depois do seu acidente na Hungria. Tinha corridas brilhantes, lutou pelo campeonato, mas agora não consegue nem ser sombra de Alonso.

Já na McLaren as coisas estão mais tranquilas. Embora ainda tenham que lutar mais um pouco para alcançarem as Red Bulls. É fato que Hamilton ganhou uma prova este ano, mas foi muito mais em função de uma estratégia mais arrojada do que o equipamento. Não fosse o risco assumido, Vettel teria ganho todas as provas deste ano até agora. Em relação a qual piloto pode andar melhor em Mônaco, quero apostar em Button, mesmo o meu bom senso dizendo para apostar em Hamilton. Mas levando em conta os compostos de pneus usados nas ruas de Montecarlo e o estilo limpo de pilotagem do Button, a McLaren briga pelo pódio e quem sabe com uma estratégia bem feita tira a vitória de Vettel.

Para as Red Bulls, imagino que ainda serão os carros a serem batidos, farão uma boa classificação, mas sem o Kers funcionando adequadamente, terão uma corrida complicada. Vettel terá que lutar muito para segurar as McLarens na corrida. Talvez não tenha tanta dificuldade quanto na Espanha (se é que lá foi difícil) para segurar a posição graças à corrida de trem que costuma ser o GP de Mônaco. Já o Webber, este ano está devendo. Foi muito claro para todos que o campeonato do ano passado seria dele se a Red Bull não tivesse favorecido tanto o Vettel. Isso deve ter refletido no seu desempenho, assim como também deve ter acontecido com o Massa na troca de posição com o Alonso. Mas isso é uma coisa que eles têm que superar. Aposto em uma vitória de Vettel e outra corrida discreta do Webber.

Para completar a zona de pontuação, meu palpite nada certeiro manda apostar em Mercedes (Rosberg), Renault (Heidfeld), Sauber (Perez) e Force India (Sutil).

Para a corrida houve grande discussão sobre o uso ou não da asa móvel. No final acabou sendo permitido "na reta principal", ou seja, na reta dos boxes. Eu achei uma palhaçada isso. Por que não usar no túnel? Fala sério. Depois de ter visto na Espanha a dificuldade de ultrapassagem com a maior reta onde se permite o uso do DRS, alguém espera grandes manobras de ultrapassagem na reta dos boxes de Mônaco? Falando nisso, meus parabéns para o Alonso pela resposta que deu quando falaram sobre a permissão do DRS na reta principal. Sua resposta foi simplesmente "Que reta?". Vou fazer coro com ele.

Por fim, só digo que podemos esperar um GP igual aos anos anteriores, ou seja, muito chato. A Fia já deveria ter percebido que é hora de Montecarlo sair do calendário há muitos séculos.